Semana um
Começar o primeiro ciclo
Cinco dias para montar o quadro, definir o formato da reunião e sair com uma melhoria implementada. Não é diagnóstico: é o ritmo rodando.
Segunda
Ver o turno
Acompanhamos o processo funcionando, sem propor nada. A conversa é com quem executa, não com quem gerencia.
Terça
Montar o quadro
Quatro colunas na parede: sugerido, escolhido, em teste, feito. Papel, caneta e um lugar visível.
Quarta
Primeira reunião
Quinze minutos, em pé. Regra única: só entra o que couber até a semana que vem, sem verba.
Quinta
Fazer acontecer
A melhoria escolhida é implementada com o responsável. A gente ajuda a destravar o que precisar.
Sexta
Mostrar o resultado
O cartão vai para "feito" na frente de todo mundo. É o momento que convence a equipe de que a coisa é séria.
A regra que sustenta tudo
Cabe até a próxima reunião?
Essa pergunta filtra noventa por cento das discussões improdutivas. Se a resposta é não, o cartão vai para a lista de assuntos maiores, que o gestor leva para a instância dele. Se é sim, alguém coloca o nome e a data.
Parece limitante e é justamente por isso que funciona. Melhoria que depende de orçamento, de outro departamento ou de aprovação de diretoria não morre por falta de mérito — morre por falta de prazo curto.
A partir do terceiro ciclo, a própria equipe começa a aplicar esse filtro sozinha, antes de sugerir.
O que fica montado ao fim da semana
O quadro físico, com colunas nomeadas e posição definida — de preferência no caminho de quem passa, não na sala de reunião.
O horário fixo da reunião semanal, acordado com quem trabalha no turno e não com a agenda da gerência.
O roteiro de quinze minutos em uma folha: o que se olha primeiro, quem fala, como se escolhe e quando termina.
A regra de decisão escrita, para não virar discussão nova toda semana.
Uma melhoria concluída, por menor que seja, com o cartão na coluna "feito".
Uma semana e o ritmo já existe
O resto do trabalho é manter o hábito vivo por mais sete ciclos, com a nossa presença diminuindo a cada dois.